O Roubo de DEUS - Bispo Augusto Dias

Há uma lenda antiga sobre a época em que o caminho para as Índias era a rota de toda nau europeia em busca de especiarias e riquezas. Trata-se de um episódio curioso ocorrido no porto de Madras, Baía de Bengela, costa leste da Índia.
Um sacerdote hindu, devoto de Krishina e outros tantos deuses, discutia com um pastor a respeito das Escrituras Sagradas. Ele era um importante comissário da alfândega, perito em leis e extremamente religioso, e tinha sob sua responsabilidade toda a fiscalização de recolhimento de impostos. Seus discípulos o chamavam “Kumar, o notável”.
Levantou ele uma questão infame contra Deus dos cristãos que na sua interpretação havia cometido o grave delito do roubo.
“Levantou atentamente as escrituras de Moisés”, dizia o hindu, “notei o fato de que, logo no início do primeiro livro, o Gênesis, está escrito que Deus fez com que o homem adormecesse para então tirar dele uma costela e com ela criar a mulher. Ora, vê-se claramente que ao adormecer o homem a subtrair-lhe uma costela, Deus cometeu o furto pois se apropriou, sem o devido consentimento, de algo que não lhe pertencia”.
O argumento era de uma estupidez a toda prova. Esquecia-se ele de que tinha sido o próprio Deus quem dera não só a costela, mas a própria vida ao homem. Entretanto, a história fazia sentido na cabeça daquele povo místico, adorador de imagens, ouvindo o discurso do comissário, adentrou a sala da discussão e diante de todos anunciou em voz alta: “Acabo de ser terrivelmente lesada! Um ladrão infame invadiu meus aposentos, surrupiou meu lenço e em seu lugar deixou esta grande pedra de jade. Exijo que descubram o impostor e que me façam justiça.”
O comissário hindu, sendo a maior autoridade no recinto, com ar de deboche retrucou. “És completamente louca, mulher. Quisera eu que a cada dia um larápio me invadisse a morada e, em troca de um reles objeto, me deixasse uma valiosa pedra de jade!”
“Julgaste bem”, replicou a jovem, já com outro semblante. “Então por que, ó hindu adorador de deuses falsos e imagens inúteis, tentas lançar sobre o Nosso Deus e Pai, criador de todas as coisas, a injúria do fruto, se em troca da costela do homem, retornou-lhe Deus, o mais precioso tesouro, a mulher, sua esposa e companheira, carne da sua carne e mãe da humanidade?”
Envergonhado, o religioso calou-se e entendeu que a santa sabedoria de Deus era infinitamente maior que a presunção de seus pensamentos. Ah, se a pobre humanidade, que corre em busca da verdade, se voltasse para o Deus e Pai, criador de todas as coisas, e não se deixasse levar pela vaidade de seus próprios pensamentos, não haveria tantas religiões inúteis a destruir incautos. Que o Senhor tenha misericórdia dos fariseus religiosos.!!

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