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Entrevista Con Bispo Darlan (Bispo da Catedral Mundial de Rio de Janeiro)


Quem o vê como bispo jamais imagina a vida conturbada que esse homem já passou. Traições no lar, dificuldades financeiras, alcoolismo e morte do pai fizeram parte da infância de Darlan Ávila (39), que morou em vários bairros do subúrbio carioca.

Filho único, se revoltou por ter perdido o pai e se envolveu com a marginalidade, até que foi jurado de morte. Depois de tanto sofrimento e sem acreditar que havia uma saída, foi convidado para um evento da IURD no Maracanã, ministrado pelo bispo Edir Macedo. Ele não sabia que a partir daquele momento sua vida teria um novo rumo: se tornaria bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, responsável pelo trabalho no estado Rio de Janeiro, onde tudo começou, e constituiria uma família feliz. Ele é casado com Sandra (35), há 16 anos e ambos ajudam a recuperar lares destruídos, como o próprio bispo Darlan teve no passado.

Fale um pouco da sua infância.

Vim de família católica, com uma infância de miséria e com problemas na família. Cresci num ambiente conturbado, vendo meus pais brigarem e muita traição por parte do meu pai.

Apesar dos problemas em casa, buscava algum refúgio para esquecê-los?
O futebol. Esse era o meu refúgio. Recordo-me de alguns momentos bons quando ia com meu pai assistir aos jogos e quando comecei a fazer testes em alguns clubes como Botafogo e Bangu. Esse era um dos momentos de alegria, quando eu conseguia esquecer um pouco do lar de miséria, brigas e discussões.

Em meio a essa situação, tinha cabeça para estudar?
Isso que era interessante, porque eu tirava boas notas. Nunca fui reprovado. Conseguia separar os problemas de casa e me concentrava nos ensinamentos dos professores. Carregava o seguinte lema: “Tenho que estudar para ser alguém na vida”.

As condições financeiras não eram boas, mas o senhor teve a oportunidade de estudar em colégio particular.

Estudei sim e me formei em técnico de química. Minha mãe pagava com muito sacrifício. Chegou inclusive a lavar roupa para fora com o falecimento do meu pai. Na escola tinha meu momento de refúgio, porque convivia com pessoas de outro nível social. Mas também presenciei o mundo das drogas.

O falecimento do seu pai foi o momento mais difícil de sua vida?


Sim. Eu tinha 13 anos. Ele conseguiu construir um comércio no bairro onde morávamos. A partir dali, as coisas começaram a melhorar. Entretanto, ele passou a se envolver com bebidas e, num acidente de carro, saindo de uma noitada, de sábado para domingo, recebemos a notícia de que ele tinha batido com o carro. Chegou vivo ao hospital Getúlio Vargas e fomos ao encontro dele: eu, minha mãe e parentes. Chegando ao local, ele já tinha falecido. A partir daquele momento, minha cabeça virou. Dali por diante começou o meu fundo de poço. Minha mãe ficou sozinha e meu tio assumiu o comércio. Mas acabamos falindo. Perdemos tudo. Chegamos à miséria total.

O que isso acarretou à sua vida?

Revolta. Me envolvi com más companhias e comecei a roubar. Lembro-me de que eu, um primo e um colega fomos assaltar uma menina embaixo da ponte de Coelho Neto (na zona norte carioca). Descobrimos que ela era mulher de traficante. Ele soube e nos jurou de morte. Nessa época, estava com 15 anos e tive a oportunidade de ser convidado para ir à Igreja. Eu estava muito mal.

Quem o levou para a Igreja Universal?

Havia alguns vizinhos que eram meus amigos – Edson, Marcelo e Robson, que hoje é bispo da IURD em Portugal. Mas a primeira vez que fui à Igreja foi num evento no Maracanã, no “Duelo dos Deuses”, com o bispo Macedo. Depois comecei a fazer corrente de libertação às sextas-feiras, na Abolição, mas não me firmei, só fui me batizar depois de 1 ano. Foi muito difícil o processo de conversão; ter de largar as amizades, o samba, o pagode. Até que um dia tomei a decisão de largar tudo.

E como foi essa decisão?

Tinha ido à igreja num domingo pela manhã. O bispo Macedo falou forte sobre a decisão de entregar a vida para Deus. Assisti àquela reunião e voltei para casa bem, porém, à noite, fui a um baile. Lá senti um vazio, uma angústia. Fiquei calado num canto. Vinham “amigos” oferecer bebidas e me chamavam para fazer besteiras, mas continuei no mesmo lugar, isolado. Foi ali que Deus falou comigo: “Isso aqui não é seu lugar. Tenho outra vida para você!” Saí daquele lugar de madrugada, sozinho, decidido a entregar a minha vida para Deus.

O processo de conversão até se tornar obreiro durou quanto tempo?

Durou pouco mais de 1 ano. Na verdade, eu não tinha vontade de fazer a Obra, pois o meu sonho era casar, ter filhos, construir uma família, ter uma vida estável. Mas quando tive um encontro com Deus, meus pensamentos mudaram. Passei a ter desejo de ajudar as pessoas, ganhar almas e ser útil para a obra de Deus.

Como foi o chamado para ser pastor?

Além de ser obreiro, eu fazia reuniões no Grupo Jovem e o trabalho desenvolveu. Mas eu achava que não tinha condições de ser pastor. Considerava-me tímido, introvertido. Até que um dia um pastor me deu uma oportunidade de fazer reuniões às segundas pela manhã na igreja da Abolição. Depois, passei a fazer aos sábados, às 15h. Deus abençoou e com 7 meses fui levantado a pastor pelo bispo Honorilton Gonçalves. Eu estava trabalhando por conta própria, mas larguei tudo.

Em que ano foi consagrado a bispo?

Aconteceu em São Paulo, em 1998. Fui consagrado pelo bispo Macedo. Ao mesmo tempo que foi marcante, a responsabilidade tornou-se muito maior.

Qual é a maior recompensa para um pastor?

Galardão no céu. É a coroa de ouro que nos espera no céu, porque não existe recompensa financeira para o pastor. A vida dele tem que ser de sacrifício, renúncia. Se o pastor entra na Obra almejando alguma posição, alguma glória para si ou algum patrimônio, então ele está equivocado.

O senhor falou sobre renúncia. E como fica a família nessas horas?

Hoje a minha família são os pastores. Mas é claro que considero minha mãe, meus parentes. A saudade em si existe, mas quem faz a obra de Deus tem que ter renúncia. É sacrifício, vocação.

Como conheceu a sua esposa?

Através de um pastor, que falou de seu caráter e que era obreira. Procurei saber se de fato ela tinha o chamado e se queria servir a Deus no altar. Então, conversamos. Posso dizer que foi amor à primeira vista. Graças a Deus deu tudo certo e vamos completar em agosto 16 anos de casados.


O que ela representa para o senhor?

Abaixo de Deus e da Obra, tudo.


O que gosta de fazer nas horas vagas?

Jogar futebol, estar com os pastores e ir ao cinema, quando dá. A nossa vida é muito restrita, principalmente quando estamos à frente de uma responsabilidade.

Torce para qual time?

Fluminense.
O que achou da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul?
Um fiasco. O povo brasileiro não estava muito confiante.

A IURD completou 33 anos. O senhor faz parte dessa obra e dessa história. O que isso representa na sua vida?

Eu sempre digo que não faço parte da Igreja Universal. Eu sou a Igreja Universal. Por ela eu dou minha vida, porque se não fosse essa porta aberta eu não seria o que sou. Quando cheguei, estava no lixo, destruído, não tinha família, não tinha nada. Costumo dizer que a Igreja Universal me ensinou a ser uma pessoa melhor, a ter educação, a melhorar minha personalidade, me deu uma família, me deu um lar, me deu tudo.

O que o bispo Edir Macedo representa para o senhor?

Um pai na fé, um líder, um exemplo, um referencial. Uma pessoa simples que dá a vida pelas pessoas que estão sofrendo. Eu sou testemunha ocular disso.

Gostaria de deixar alguma mensagem para o povo da IURD?
Não adianta conhecer o Senhor Jesus por informações, tem que ter o encontro real com Ele. Tem que ter o Espírito dEle, porque é isso que vai te sustentar ao longo dos anos. Se isso não acontecer, cedo ou tarde tudo se torna um vazio. Procure conhecer a Deus, ter experiência com Ele.



Agradecimientos ah nosso amigo anonimo (Exercito Universal)

Entrevista: Cosme Silva, uma vida no altar de Deus

Ele tem 33 anos e desde os 16 dedica sua vida integralmente à obra de Deus. Pastor da Igreja Universal, Cosme Silva realiza trabalhos missionários na Argetina e utiliza a música como instrumento para pregar o Evangelho. Em entrevista ao site Line Records, o cantor fala sobre o lançamento do álbum “Las Canciones Más Bellas En La Voz de Cosme Silva” e compartilha testemunho, experiências com Deus e preferências musicais.

Leia abaixo uma entrevista dada pelo pastor Cosme Silva ao site da Line Records, e conheça mais sobre sua vida, ministério e detalhes sobre seu novo CD.

Line Records: Quando começou seu interesse pela música?

Cosme Silva: Desde pequeno eu já era atraído pela música, e, de alguma forma, já me sentia tocado por ela.

LR: E a palavra de Deus, como conheceu?

CS: Depois de passar por muitos problemas em vários aspectos, minha mãe foi convidada a participar de algumas reuniões na IURD e eu e meus irmãos fomos com ela. Como consequência dessa busca, sofremos uma transformação total e completa.

LR: Quando começou a se dedicar integralmente ao ministério?

CS: Aos nove anos cheguei à IURD e aos doze comecei a tocar bateria em algumas reuniões. Aos quatorze comecei a tocar teclado e aos dezesseis já estava integralmente na obra de Deus.

LR: “Las Canciones Más Bellas En La Voz de Cosme Silva” é seu primeiro trabalho?

CS: Este é o meu primeiro CD, porém já tive a oportunidade de gravar muitas canções em minha jornada pelo Brasil, que foram e continuam sendo muito tocadas em rádios e em igrejas, como: “Vai Gideão”, “Subindo o Monte pela Fé”, “Levanta Moisés”, “Meu Sonho”, “Forma Perfeita” (gravada pelo bispo Adilson Silva), “Resolvi Voltar” e “Sopra em Mim” (gravadas por Renato Suhett) e “O Grande Dia” (gravada por Robinson Monteiro).

LR: Por que decidiu produzir um álbum em espanhol?

CS: Como já estamos pela segunda vez fazendo a obra de Deus fora do Brasil (Argentina), recebemos essa missão já que há uma necessidade também aqui e nos demais países de que as pessoas sejam de alguma maneira alcançadas pela palavra de Deus.

LR: Como foi a escolha do repertório?

CS: Gravamos várias canções que no Brasil são conhecidas pelo público evangélico e que já eram cantadas em nossas igrejas fora do Brasil, no entanto não existiam gravações em Espanhol. Fizemos também uma adaptação da música “I Look to You” (Whitney Houston) chamada “Te miro a Ti”, que é uma das mais esperadas desse trabalho.

LR: E o processo de produção, como foi? O senhor se preparou espiritualmente para isso?

CS: Graças a Deus sempre temos buscado inspiração para fazermos a obra de Deus e nesse trabalho não foi diferente. A atuação do Espírito Santo foi tão evidente que tocou em todas as pessoas que nos acompanhavam durante as gravações.

LR: Os arranjos das músicas estão em suas versões originais ou foram feitas releituras desses sucessos?

CS: Como são canções já reconhecidas pelo público, decidimos conservar os arranjos originais. Refizemos os arranjos apenas para a adaptação dos tons para minha tessitura vocal e procurei interpretar com características próprias. Além do mais, fomos muito bem dirigidos pelo produtor Beno Cesar e o Tutuca refez fantasticamente os arranjos. Parabéns a ambos!

LR: Como está a aceitação deste trabalho? E nas rádios, quais as músicas que estão se destacando?

CS: O trabalho tem sido muito bem aceito. Muitas rádios no exterior já estão tocando e as pessoas que nos encontram sempre nos parabenizam; TODA GLÓRIA SEJA PARA O NOSSO SENHOR JESUS! As canções mais tocadas são: “Yo te amo”, “Como ofrenda en Tu altar”, “Dios soberano”, “Oracion Del afligido”, “Ni pluma ni papel,” “Haz um milagro em mi”, “Verdadero encuentro”, “Junto a Ti” e “Te miro a Ti”.

LR: Quais são suas influências musicais?

CS: Como falamos no começo, sempre fui atraído pela música, porém na minha conversão, fui tocado profundamente pela música gospel. Durante um bom tempo estudei música erudita, teoria musical e técnica pianística, no entanto o que eu mais gosto é o gênero “Soul Gospel”.

Bate Bola

Natural de: Nova Iguaçu (RJ)

Idade: 33 anos

Estado civil: casado

Filhos: 1

Igreja em que congrega: Catedral da IURD em Buenos Aires (Argentina)

Tempo de conversão: 24 anos

Prato preferido: Frango com Quiabo

Cantor preferido: Fred Hammond

Música preferida: Pão da vida

Filme: Entre a Cruz e o punhal

Livro: A Bíblia

Versículo: 1 João 4-9

Mania: Estudar música

Defeito: Vários

Virtude: Dedicação

Sonho ainda não realizado: Há muitos

Recado para os internautas que acessam o site Line Records: Quando alguém está disposto a servir a Deus, Ele também passa a estar disposto a servir a esse alguém. Uma das maiores virtudes que um servo de Deus pode ter é a fidelidade, pois Jesus disse: “Aquele que permanecer até o fim, esse será salvo”. Seja fiel a Deus porque Ele é fiel a você.

Por Alessandra Lemos

Entrevista com o bispo Guaracy Santos

O bispo Guaracy Santos, de 41 anos, é atualmente o responsável pelo trabalho evangelístico da Igreja Universal do Reino de Deus no bairro do Brás, zona leste de São Paulo (SP). Por trás de uma voz forte e um semblante sério, está, além de um bispo, um pai e marido carismático, divertido e dedicado que, com seu jeito único, tem levado a Palavra de Deus a milhares de pessoas. Filho de mãe mineira e pai gaúcho, nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde foi criado. Ainda dentro da barriga da mãe, enfrentou seu primeiro desafio, quando o pai tentou impedi-lo de vir ao mundo. A infância e adolescência foram marcadas por vícios, decepções e influências malignas, que durante anos lhe tiraram o sossego e prometeram lhe tirar a vida. Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva concedida pelo bispo Guaracy ao Portal Arca Universal.

Como foi a sua infância?

Meu pai servia aos encostos e o envolvimento era tão profundo que ele chegou a ter um certificado reconhecendo o envolvimento. Ele não queria que eu nascesse. Chegou a agredir a minha mãe durante a gestação pedindo que ela abortasse. Quando nasci, fui consagrado aos encostos que ele servia. Aos 4 anos meus pais se separaram e minha mãe casou novamente. Fui criado por ela e por meu padrasto. Mesmo morando no Morro da Tijuca (Rio de Janeiro), minha mãe trabalhava em três empregos para não deixar faltar nada em casa para mim e para as minhas três irmãs. Eu fui estudar em um dos melhores colégios do Rio e, com 10 anos, me destaquei como jogador de futebol.

Nesse período, houve alguma situação que foi marcante?

Sim. Eu me lembro quando uma das minhas irmãs nasceu, em 1980. Minha mãe entrou no hospital para ter a criança e ficou por lá durante 6 meses por causa de uma hemorragia. Quando ela recebia alta e pisava a planta dos pés em casa ela começava a sangrar. Em vez de abandonar os espíritos, ela decidiu procurar um lugar para frequentar que fosse mais forte. Chegando lá, o espírito manifestado no líder do local me enviou um búzio dizendo que era para minha proteção. Eu tinha 12 anos, era um aluno talentoso, não precisava de proteção. Eu recebi, mas não me importei muito com aquilo. Um dia, brincando com um amigo, acabei quebrando o búzio. O espírito mandou me chamar e disse que eu era relaxado e não tinha levado a sério as orientações dele. Para me impressionar, ele jogou o búzio dentro de um copo de cerveja e fez com que a bebida começasse a borbulhar, até sumir por completo do copo. Ele me disse: “Está vendo, você matou uma vida”, depois disso, ele colocou a cerveja no copo e mandou que eu bebesse. Eu recusei, pois como atleta não queria beber. Por causa disso, ele me praguejou e disse que iria me tornar um viciado e aos 18 anos iria me matar.

E o que ele disse a respeito dos vícios se cumpriu?



Sim. Com 14 anos eu recebi drogas de dois amigos dentro da escola. O interessante é que no morro nunca nenhum traficante me ofereceu droga, e dentro de uma das melhores escolas do Rio foi que eu experimentei e continuei usando, até os 18 anos. Às vezes os pais pensam que dando esporte e bom ensino vão livrar o filho das drogas, mas não é verdade. Eu experimentei uma e continuei. Eu sentia uma perturbação, depressão, vazio, realmente uma influência maligna. Era algo tão demoníaco que quando pensava nas pessoas que me faziam mal eu sentia gosto de sangue na boca. Eu não me contentava só com um tipo de droga, comecei a usar maconha, cocaína, alucinógenos, pílulas; tudo o que aparecia eu usava.

Quais foram as consequências dos vícios para sua vida?

O que era pra dar certo começou a dar errado. O clube que eu jogava me afastou por causa do meu comportamento e desperdicei a chance de ser um jogador profissional. Com isso, passei a usar mais e mais drogas, pois parecia que elas não surtiam mais efeito. Eu cheguei à igreja fumando 20 cigarros de maconha por dia, cheirava 10 gramas de cocaína sozinho. A cartilagem do meu nariz ficou comprometida. Como eu era forte e saudável não sentia os efeitos da droga em meu corpo. Só descobri os malefícios quando, em uma noite de uso, acabei expelindo uma quantidade de sangue pela boca.

Além das drogas, o senhor também teve envolvimento com a criminalidade?

Sim, pois eu não me contentei só em usar e comecei a vender. E uma coisa leva à outra. Eu fui parar em uma quadrilha de pilotos de assalto, pessoas contratadas para roubar. Não tinha paz. Meu amigo se tornou meu inimigo número um por causa de um sumiço de balas de um revólver. Ele passou 2 anos tentando me matar. Para me proteger, eu andava armado, mas gostava de brigar na mão. Eu tenho 23 cicatrizes pelo corpo, originadas por paulada, garrafada, canivetada.

Como foi a sua conversão?

Dois meses antes de chegar à Igreja me aconteceram duas coisas terríveis. No ano em que eu completei 18 anos, saí de um clube e me envolvi em uma briga, pois se alguém me encarasse por muito tempo eu já partia para a agressão. Meu rival estava armado e disparou três tiros à queima roupa. Desviei dos tiros e ele disparou mais quatro. Para piorar, encontrei um grupo rival, que me deu mais três tiros e, por milagre, nenhum me acertou. Uma semana depois do ocorrido, estava sentado em uma praça, com uma garota que era minha noiva na época, e um idoso apareceu com uma taça de vinho e me ofereceu a bebida. Eu neguei, e disse que nem o conhecia. Ele jogou o vinho em mim e acertou minha noiva. Depois levantou o boné e disse que tinha chifres. Eu comecei a lembrar das palavras da minha mãe que já ia à Igreja, dizendo que quem tem chifres é a besta. Isso mexeu muito comigo.

Outra situação que me assustou foi quando, em uma tarde, eu estava na casa de praia de um amigo e a mãe dele manifestou com um demônio, e sem me conhecer contou a minha vida toda. Além disso, disse que eu iria ser morto em breve pelo meu ex-amigo. Atordoado, não quis mais ficar lá e decidi ir embora. No caminho de volta, eu encontrei meu ex-amigo no ponto de ônibus. Tentei me esconder dele, mas ele me viu e disse que me mataria naquele final de semana.

Eu voltei para casa e pedi perdão à minha mãe, dizendo que queria servir ao Deus dela, pois sentia que se não fosse, com certeza morreria. Na segunda-feira fui à Igreja, e como estava decidido, me entreguei de tal forma que, em 4 meses me libertei das drogas e da criminalidade. Com 8 meses recebi o Espírito Santo, e com 10 meses fui levantado a pastor. Da turma que eu andava, hoje eu sou um dos quatro sobreviventes, de um grupo de mais de 30 pessoas que foram assassinadas. Deus me deu o livramento e a praga do diabo em minha vida foi quebrada.

Como foi o processo de sua conversão?

Embora o processo tenha sido rápido, enfrentei muitas lutas nesse período. Na loja em que trabalhava, as colegas de trabalho me ofereciam drogas e se insinuavam para mim, com roupas apertadas e curtas, querendo ter uma relação comigo. Sem contar que eu cheguei noivo e era obcecado por ela; um namoro de 4 anos. Mas decidi terminar, pois vi que junto dela não conseguiria obedecer a Palavra de Deus, já que queria um compromisso sério com o Senhor e ela não estava disposta a fazer o mesmo naquele momento. Por 8 meses fiquei recebendo cartas dela, tentando voltar, mas estava decidido a renunciar à minha vontade para fazer a vontade de Deus. Foi então que conheci minha esposa, Taís, e logo que fui levantado pastor, o bispo Clodomir abençoou nosso namoro. Após 1 ano e 2 meses me casei e estou casado há 20 anos. Com 8 anos de casado adotei uma criança, o meu filho do coração, Mateus, que está com 12 anos. Graças a Deus, tenho uma família feliz e abençoada.



Há 23 anos fazendo a obra de Deus. Como é ser bispo, marido e pai ao mesmo tempo?

Ser bispo na Igreja Universal é uma guerra. Eu costumo dizer que ser representante fiel de uma obra perseguida como esta é levantar todo dia já tendo um “leão para matar”. Quando estava no Rio de Janeiro, tive a igreja invadida e três pessoas tentaram me matar. Fui discriminado por ser da Igreja quando reconhecido em um restaurante e chamado de ladrão dentro de uma loja. Ser bispo, ser pai, ser marido não é fácil, nada é fácil. No nosso caso fica mais fácil pelo que está dentro de nós, fica claro como Deus é com a gente pelas lutas que enfrentamos e vencemos, pois somos atacados e perseguidos constantemente.

Sabemos que os bispos da IURD fazem diversas reuniões por semana e que as igrejas abrem todos os dias. Não existe cansaço ou desânimo?

Não, não e não. Para um profissional que mercadeja a fé, sim, mas para o homem sincero e transparente, não. A marca do homem de Deus é transparência. Na Igreja Universal, para o servo de Deus não existe cansaço ou desânimo, pelo contrário. Eu só decidi servir a Deus como pastor quando olhei pra minha vida e vi que ela estava à altura do que iria pregar, porque como vou falar de família sem ter uma? Como vou falar de saúde se estou doente? Como falar de força se estou fraco? A gente não vive na hipocrisia. Vivemos o que pregamos.

Diante das responsabilidades de um bispo, quando o senhor tem algum momento de lazer, o que gosta de fazer?

Eu gosto de jogar futebol e assistir filmes, principalmente aqueles que remetem à reflexão, que têm um final surpreendente, que fazem você pensar, pois eu gosto de pensar. Também gosto de ler e de escrever. Inclusive, estou preparando uma cartilha, chamada “O Manual do Empreendedor de Sucesso”, com 20 tópicos motivacionais visando à prosperidade.

Qual o conselho que o senhor dá para os jovens da Igreja que pretendem fazer a Obra de Deus também?

O jovem deve fazer bom proveito da sua juventude, aproveitar os dias da sua mocidade, porque hoje, infelizmente, o tempo passa muito rápido, conforme Jesus alertou, os dias estão se abreviando e isso nos obriga a viver uma vida de situações definitivas. A vida está passando tão rápido que não há mais tempo para errar, nós temos que acertar. Eu recomendo que os jovens que têm esse desejo venham correndo, pois sempre estamos precisando de trabalhadores para a seara.

Para finalizar, quais os planos para o futuro?

Eu não tenho planos, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim e eu estou adaptado à vontade Dele. O que Ele quiser de mim, eu farei, pois Ele sabe que pode contar comigo para o que der e vier.

fonte: Arca

Entrevista com Giovani


O cantor e compositor gospel Giovani Santos conta como chegou à IURD e fala sobre sua carreira

Com o timbre de voz fina e sempre sorridente, o cantor, compositor e tecladista Giovani Santos, de 35 anos, fala sobre sua conversão, o interesse pela música, a trajetória como tecladista da IURD e sua família. Ele compartilha com os internautas do Arca Universal os desafios vividos e as vitórias alcançadas com seu novo trabalho o CD “Honra e Prazer”.

Como você conheceu o Senhor Jesus?

Cheguei à Igreja aos 9 anos de idade. Minha mãe sofria muito com problemas dentro de casa, por causa de brigas com meu pai, que, como músico, sempre levou a vida dele em salão de bailes. Na ocasião, ela buscou ajuda na IURD e me levou junto. Lá, conheci um obreiro, que hoje é pastor, que sempre me orientava a respeito da fé. Dizia que eu tinha que me converter, e eu não sabia o que era isso. Era pequeno ainda. Ele me deu uma Bíblia, foi me ensinando e ali eu fui desenvolvendo, crescendo espiritualmente. Aos 10 anos já era obreiro da Igreja, contrariando demais o meu pai, já que o sonho dele era que eu fosse um músico, tal como ele, que eu tocasse em salão de bailes, do estilo dele, mas eu escolhi a Igreja e lá fiquei. Conheci a Deus e cresci na presença dEle. Aos 15 anos já estava fazendo a obra do Senhor.

Como surgiu o interesse pela música?

Um dia, com 16 anos, fui à IURD do Brás e lá vi um rapaz tocando teclado, o que despertou meu interesse. Na ocasião, havia ganhado do pastor da minha Igreja um violão, e o bispo Marcelo Brayner, que na ocasião estava em São Paulo, me ensinou umas notas nele. Ali eu comecei a me aperfeiçoar e, aos poucos, fui tomando gosto pela música, porém, não por tocar violão, mas sim pelo teclado.

É verdade que aprendeu a tocar teclado sozinho?

Sim, é verdade. Eu nunca estudei teclado. É talento mesmo. Eu nunca entrei numa sala de aula de teclado, não sei nem como é. Muitas notas eu mal sei o nome. Às vezes eu começo a tocar e vai saindo algo bonito, mas eu não sei nem o que estou fazendo. Chego a chorar, porque eu não acredito que está saindo aquilo, de tão bonito que ficou. É mesmo um talento que Deus me concedeu.

Quais as dificuldades que encontrou para aprender a tocar teclado sozinho?

Por incrível que pareça não foi muito difícil, pelo fato de eu já saber as notas no violão. Eu tirava e jogava para o teclado, mas exigiu dedicação, compromisso, força de vontade e muito treino. Como eu toquei durante muito tempo sozinho na Igreja, me dedicava quase que integralmente ao teclado. Acredito que esse foi o meu maior aprendizado, sem contar meu gosto por música instrumental, que eu ouço muito, gosto demais. Até hoje eu treino muito. Eu ligo o teclado e fico acompanhando um CD que coloco para tocar. É muito gostoso.

Durante anos você foi tecladista na Igreja Universal. O que você tem a falar desse período?

Foi um período maravilhoso, de aprendizado, de lutas, mas de grandes vitórias. A Igreja Universal é a minha mãe. Imagine uma criança que chegou aos 9 anos de idade e aos 10 foi levantada a obreiro; imagine todo esse tempo? Assim foi a minha vida, e hoje, aos 35 anos, continuo nela, não mais como tecladista, mas eu amo a Igreja Universal demais, ela é mais do que uma mãe pra mim. Cuidou da minha vida física, material e, principalmente, espiritual. Só tenho a agradecer pela existência dessa porta aberta.

O que o motivou a partir para a carreira solo?

A Bíblia diz que cada um permaneça na vocação em que foi chamado, e minha vocação é tocar, cantar. Eu sentia no meu coração que Deus queria me usar dessa forma, mas eu não planejei nada. Eu vi que o que Deus desenvolveu na minha vida foi o louvor, e um dia li sobre isso na Bíblia. Ali eu tive a certeza no meu coração de que deveria seguir neste caminho. Eu pensei: “Vou permanecer na vocação que Ele me deu, só que tenho que sair, ir para a rua, não importando a quantidade de gente, até porque se eu pensasse nisso, não sairia, mas decidi me dedicar. E deu certo.

Quais os desafios enfrentados nessa nova etapa de sua vida?

Foram muitos, mas desde que decidi sair pra me dedicar a esse ministério, uma das maiores dificuldades que enfrentei foi me apresentar em outras igrejas, já que estava acostumado somente ali, na Igreja Universal, tocando e cantando todos os dias. Por outro lado, apesar de, na época, ninguém me conhecer, quando eu abria a boca e começava a cantar, logo as pessoas reconheciam minha voz, porque elas assistem às programações da IURD na tevê, ouvem a rádio, e eu estava ali, diariamente, quando era tecladista da IURD. Mas são desafios que fazem parte da nossa vida. Eu tenho aprendido muito e tenho sido muito bem recebido por essas denominações. Quando tomamos atitudes baseadas na fé, de uma forma ou de outra, dá certo.

Você é casado há bastante tempo e tem um filho. Qual a importância da família para sua vida profissional?

Se não fosse a minha esposa, Patrícia, me apoiar, não sei se estaria aqui ainda. Porque tudo o que eu já decidi foi em concordância com ela. Na época em que decidi casar com ela, foi um momento difícil pra gente, e ela teve que ser firme nesse propósito. Quando decidi sair para me dedicar ao ministério tive o total apoio da Patrícia. Ela sempre disse que estaria ao meu lado em qualquer decisão. E isso é muito importante, porque se tenho uma esposa que não concorda com o que faço, não vai dar certo. A verdade é que se eu não tivesse a família que tenho hoje, acho que não chegaria até aqui.

Além de cantar e tocar, você também compõe a maioria de suas músicas. Como é esse processo de composição e onde você encontra inspiração?

Componho imaginando uma pessoa entrando pela primeira vez na presença de Deus; outras eu imagino buscando o Espírito Santo; ou me coloco no lugar daquela pessoa que saiu da presença de Deus, mas está voltando; às vezes, no lugar daquela que está sofrendo demais. Enfim, é assim que eu sempre componho, procuro me colocar no lugar de um sofredor ou de um adorador para escrever uma canção. E, claro, a minha inspiração vem de Deus, não tenha dúvida.

Você tem três CDs gravados, sendo dois pela Line Records, e algumas coletâneas. A música “Honra e Prazer” - que também é título do seu mais recente trabalho, lançado há pouco mais de 2 meses - está entre as mais tocadas na Rede Aleluia, seguida de outras canções do mesmo CD. Como você avalia esse reconhecimento?

Colhendo o que de bom eu plantei nesses anos todos. Vejo Deus honrando os propósitos do meu coração e abençoando o trabalho das minhas mãos.

Quais são seus planos para o futuro?

Continuar fazendo exatamente aquilo que faço hoje: louvar o meu Deus, através das minhas canções e composições. Estou feliz e realizado porque faço exatamente o que amo. Hoje, vivo muito bem com meu pai, ele é um grande amigo meu, tenho uma família maravilhosa e só tenho a agradecer a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre a minha vida.

¿Viviendo en la oscuridad?


Para satisfacer el placer desconocido de sentir dolor, Anita se apuñalo el hombro más de 200 veces con una aguja y se cortó las venas con un cuchillo en varias ocasiones.

Anita escuchaba voces en la noche que no la dejaban dormir. Sus amigos eran miembros de pandillas con los cuales comenzó a fumar marihuana. "Yo vivía en la oscuridad y deprimida, sólo tenía catorce años y tener que pasar por todo esto."

Marta Miranda invitó a su hija a participar en las reuniones de los viernes en la Iglesia Universal, Anita pudo encontrar la luz en su vida de nuevo. Ella empezó a participar en las reuniones de la iglesia y fue aconsejada a participar en las reuniones de los viernes por la liberación. Recibiendo estas oraciones fuertes para ser libre de toda la oscuridad y los problemas espirituales en su vida, Anita se asustó al principio, pero sabía que sus problemas eran espirituales y que sólo Dios podría cambiar su vida.

Tanto Anita como su mamá empezaron a ver un cambio. "Fui capaz de dejar a mis amigos, deje de fumar marihuana y el deseo de hacerme daño a mí mismo desapareció en la primera semana." Anita, siguió participando en las reuniones de la liberación que le cambió la vida, la depresión, y el placer de sentir el dolor salió de su cuerpo.

Si usted se siente como Anita y desea encontrar el tipo de luz que puede dispersar por completo la más profunda oscuridad envolvente, entonces le invitamos a venir y participar el viernes 25. Usted recibirá oraciones fuertes en el nombre del Señor Jesucristo para luchar contra la oscuridad y romper cualquier maldición que le ha estado deteniendo.

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